quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Que me desculpem as outras linguas, mas só a lingua portuguesa consegue isso :)



"Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor, português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirenéus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potras. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.
-Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
-Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!
Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando... Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei."

(Autor Desconhecido)

terça-feira, 12 de agosto de 2008



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Incompreensão da própria angústia, uniam-se no ultrapassar de seus limites, iam além, muito além, completamente sós dentro do apartamento - quem sabe do universo -, ela gritava, luzes acendiam, gestos precisos acariciavam lugares imprecisos; ele miava carente de carícias, de tentativas de compreensão, incompreendido, incompreensível. O berro uníssono fazia as paredes incharem, prenhes.
Os olhos cor de mel dela encontraram os olhos marrons, do tipo avelã dele numa manhã de chuva. Todo sujo de lama, ele fora encolher-se exatamente em frente à porta onde havia uma espera em branco. Comunicaram-se. Ela não tinha palavras. Ele tinha unhas afiadas. Ela tinha dentes nascendo, sua arma em gestação contra o mundo. Ah como se amaram violentos e ternos em unhadas de paixão, dentadas de lascívia, mão sobre o pêlo amarelo, cabeças unidas. Ah, como recusavam a sua densidade, como supunham ultrapassá-la quando, na verdade, sequer chegavam à sua periferia. Principalmente: como erravam ao tentar acertar, suas atitudes de curva até o centrozinho dela (que eles ignoravam todo áspero e espinhento) fazendo-se queda lenta, desequilibrada, mesmo grotesca - irremediável queda. Ela era, pois, o ser mais só daquela casa.

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{não faço a menor idéia de quem seja}

domingo, 13 de janeiro de 2008

Segundo a visão masculina, dividiu-se a TPM em 4 fases principais:

*Fase 1 - a Fase Meiguinha*

Tudo começa quando a mulher começa a ficar dengosa, grudentinha.
Bom sinal?
Talvez, se não fosse mais do que o normal. Ela te abraça do nada,
fala com aquela vozinha de criança e com todas
as palavras no diminutivo.

A fase começa chegar ao fim quando ela diz que está com uma vontade
absurda de comer chocolate. O que se segue, é uma mudança sutil desse
comportamento,aparentemente inofensivo, para um temperamento um pouco mais
depressivo.

*Fase 2 - a Fase Sensível*
Ela passa a se emocionar com qualquer coisa, desde uma pequena
rachadura em forma de gatinho no azulejo em frente à privada, até uma
reprise de
um documentário sobre a vida e a morte trágica de Lady Di. Esse estágio
atinge um nível crítico com uma pergunta que assombra todos os homens,
desde os inexperientes até os mais escolados como o meu pai:

- Você acha que eu estou gorda?

Notem que não é uma simples pergunta retórica. Reparem na entonação, na
escolha das palavras. O uso simples do verbo "estou" ao invés da
combinação
"estou ficando", torna o efeito da pergunta muito mais explosiva do que
possamos imaginar.

E essa pergunta, meus amigos, é só o começo da pior fase da TPM.
Essa pergunta é a linha divisória entre essa fase sensível da mulher para
uma
fase mais irascível.

*Fase 3 - a Fase Explosiva*
Meus amigos, essa é a fase mais perigosa da TPM. Há relatos de mulheres
que cometeram verdadeiros genocídios nessa fase. Desconfio até que várias
limpezas étnicas tenham sido comandadas por mulheres na TPM.
Exagero à parte, realmente essa é a pior fase do ciclo tepeêmico.
Você chega na casa dela, ela está de pijama,
pantufas e descabelada. A cara não é das melhores quando ela te dá um
beijo bem rápido, seco e sem língua.
Depois de alguns minutos de silêncio total da parte dela, você percebe
que
ela está assistindo aquele canal japonês que nem ela nem você sabem o
nome.
Parece ser uma novela ambientada na era feudal. Sem legendas...
Então, meio sem graça, sem saber se fez alguma coisa errada, você faz
aquela
famosa pergunta: "Tá tudo bem?" A resposta é um simples e seca:

"Tá" sem olhar na sua cara.

Não satisfeito, você emenda um "Tem certeza?", que é respondido mais
friamente com um rosnado baixo e cavernoso "teenhoo.". Aí, como somos
legais e percebemos que ela não tá muito a fim de papo, deixamos quieto e
passamos a tentar acompanhar o que Tanaka está tramando para tentar tirar
Kazuke de Joshiro, o galã da novela que...

- Merda, viu!? - ela rosna de raiva
- Que foi?

A Fase Explosiva acaba de atingir o seu ápice com essa pergunta.
Sem querer, acabamos de puxar o gatilho. O que se segue são esporros do
tipo:

- Você não liga pra mim! Tá vendo que eu to aqui quase chorando e você nem
pergunta o que eu tenho! Mas claro! Você só sabe falar de você mesmo! Ah,
o seu dia foi uma merda? O meu também! E nem por isso eu fico aqui me
lamuriando com você! E pára de me olhar com essa cara! Essa que você faz,
e você sabe que me irrita! Você não sabe! Aquele vestido que você me deu
ficou apertado! Aaaai, eu fico looooouca quando essas coisas me
acontecem! Você
também, não quis ir comigo no shopping trocar essa merda! O pior de tudo é
que hoje, quando estava indo para o trabalho, um motoqueiro mexeu comigo e
você não fez nada! Pra que serve esse seu Jiu Jitsu? Ah, você não estava
comigo? Por que não estava comigo na hora? Tava com alguma vagabunda?
Aquela sua colega de trabalho, só pode ser ela. E nem pra me trazer um
chocolate! Cala sua boca! Sua voz me irrita! Aliás,vai embora antes
que eu faça alguma besteira. Some da minha frente!
Desnorteado, você pede o pinico e sai. Tenta dar um beijinho de boa noite
e quase leva uma mordida.



*Fase 4 - a Fase da Cólica*
No dia seguinte o telefone toca. É ela, com uma voz chorosa, dizendo que
tá com uma cólica absurda, de não conseguir nem andar. Você vai à casa
dela e ela te recebe dócil, superamável. Faz uma cara de coitada, como se
nada tivesse acontecido na noite anterior, e te pede pra ir à farmácia
comprar um Atroveran, Ponstan ou Buscopan prá acabar com a dor dela.

Você sai pra comprar o remédio meio aliviado, meio desconfiado "O
que aconteceu?", você se pergunta.

"Tudo bem". Você pensa: "Acho que ela se livrou do encosto".
Pronto! A paz reina novamente. A cólica dobra (literalmente) a fera e
vocês
voltam a ser um casal feliz.

Pelo menos até daqui a 20 dias...


By.:Renata (postado apenas)